Conto de Cócegas.

Claudia termina de preencher seus dados e entrega para a secretária, do outro lado da mesa.
– Muito bem, acho que você já preencheu tudo – diz a secretária.
– Então posso começar a trabalhar?
– Hum, ainda não. Devo confessar que seus números são impressionantes. Já fiz a inscrição de muitas moças na nossa agencia de espionagem, mas não me lembro de nenhuma com seuas qualificações.
Claudia sorri. A secretária continua:
– Você é especialista em três artes marciais, domina as armas brancas, sabe atirar com pistolas e fuzis, tem conhecimentos em informática e sabe falar seis idiomas.
– Treinei muito. Meu pai era espião, e sempre sonhei em seguir sua carreira.
– Vejo que está tudo certo. Ah não!
Claudia arregala seus olhos.
– O que foi?
– Faltou um teste.
– Que teste?
– Sua resistência à interrogatórios.
– Como assim?
– Veja bem minha cara, o que acontece se você for capturada por um inimigo durante uma missão?
– Eu não conto nada, obviamente!
– Mas e se o inimigo usar técnicas de tortura?
– Sou bem resistente.
– Infelizmente não está registrado aqui. Mas não se preocupe, posso fazer este teste agora mesmo. Tudo bem para você?
Claudia nem pensa duas vezes:
– Claro, por favor!
A secretária sorri. Maliciosamente.
****
Quando termina de amarrá-la, a secretária contempla o resultado.
Claudia está presa em uma cadeira especial, onde seus braços e pernas ficam abertos. E para um amante de belas mulheres, a aspirante a espiã é um deleite. Cabelos castanhos, corpo formoso e malhado, pernas grossas. Está usando uma mini saia e uma camisa branca, e encara a secretária com um ar de dúvida.



– Muito bem, qual é o teste? – diz Claudia.
– Calma, digamos que você tem uma informação. Por exemplo, qual é a cor da sua lingerie favorita. E agora vou torturá-la para descobrir.
– Só isso?
– Sim. Mas não se preocupe, não farei nada para deixar marcas ou machucá-la. O objetivo é testar sua resistência apenas.
– E o que tem em mente?
A secretária, uma mulher grande, bonita, não responde. Vai até ela e começa a abrir sua camisa, botão a botão. Claudia a encara com olhar de indignação:
– Ei, o que é isso?
– Me diga a cor de sua lingerie favorita e eu paro.
Claudia se cala. Observa a mulher abrir sua camisa. E parece ter gostado do que viu: seus seios volumosos e sua barriga tanquinho, bem definida. Passa suas unhas por sua barriga, admirando o que vê.
Claudia encolhe, em reflexo.
– Um, o que temos aqui?
Ela cutuca mais um pouco a barriga de sua prisioneira, até ouvir o gritinho que tanto queria.
– Ah, vejo que temos uma barriga sensível aqui!
E começa as cócegas.
– Cutch cutch!
– NÃO! HAHAHAHAHAHA! CÓCEGAS NÃO! HAHAHAHAHAHAHA!
– Basta falar qual é a sua lingerie meu amor!
– HAHAHAHAHAHAHAHA!!!
A secretária continua, agora cosqueando as laterais do abdômen de Claudia. Sente os ossinhos da costela, e aperta cada um deles.
– HAHAHAHAHAHAHA!!!
Claudia se debate desesperadamente, mas as amarras não a permitem fazer muita coisa. Apenas sentir cada movimento das mãos habilidosas de sua torturadora.
– HAHAHAHAHAHAHA!!!
– Qual é a cor de sua lingerie meu amor?
– NÃO! HAHAHAHA!!!
A secretária para. Admira sua prisioneira.
– Muito resistente minha querida. Mas vamos ver se você aguenta nos pezinhos.
– Não, nos pés não, por favor!
A secretária remove um dos sapatos e começa a passar suas unhas, bem vagarosamente. Os pés dela tentam se esquivar, até a secretária agarrar com firmeza e acelerar sua tortura.

post 137

– HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!
Claudia começa a soluçar. Gargalha como uma criança, como uma garotinha indefesa nas mãos de um adulto cruel. Sempre quis ser uma agente exatamente para experimentar o poder, ser uma mulher forte.
Jamais imaginava passar por isso.
– HAHAHAHAHAHAHAHA!!!
A secretária remove o outro sapato, e começa a cosquear os dois pés ao mesmo tempo.
– HAHAHAHAHAHAHAHA!!!
E a sessão continua, pela tarde inteira.
****
Claudia está exausta.
Seu maxilar está com câimbra, sua respiração é ofegante. Se não fosse seu corpo atlético e seu preparo físico talvez tivesse morrido de falta de ar.
– Qual é a cor de sua lingerie? – pergunta a secretária, com as mãos em suas axilas.
– Por favor, não aguento mais! Quanto tempo terei que suportar?
– Resposta errada!
– HAHAHAHAHAHAHAHA!!!
Então a porta se abre. E entra o chefe da agencia de espiões. A secretária para.
– Bom dia senhor! – diz ela.
– Mas o que está acontecendo aqui? Claudia, porque você está amarrada?
– Senhor, estou resistindo! Não falei nada, juro!
– Resistindo?
– No reste que ela está me fazendo passar.
– Teste? – o chefe olha para a secretária, que dá um sorriso malicioso – você continua aplicando esta tortura nas candidatas?
– Desculpe senhor, não resisto.
– Então não havia teste? – pergunta Claudia.
– Claro que não! Você já está aprovada!
– Então me tira daqui!
O chefe para. Olha para a secretária, e novamente para Claudia. E diz:
– Porém me preocupa bastante uma espiã cair em um truque tão besta de uma simples secretária.
– Desculpe, cai no truque porque ela é sua secretária de confiança! Jamais cairia se fosse outra pessoa!
Mas o chefe já virou as costas. Mas diz:
– Por sua inocência, vou deixa-la mais um tempo aí nas mãos de minha secretária. Amanhã pela manhã a gente oficializa a sua contratação.
– Senhor, por favor! Não me deixa aqui! Por favor!
– Até amanhã aspirante!
E fecha a porta. A secretária coloca as mãos nas axilas de Claudia, que a encara com lágrimas nos olhos.
– Onde paramos mesmo?
– NÃO! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!
Será uma noite longa para Claudia…

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Category: contos