Conto de Bondage.

Eu estou no telefone.

Tento terminar a conversa, mas meus amigos estão cada vez mais convincentes:

– Porra, vem logo! O churrasco tá pronto, e o jogo vai ser bom!

– Cara, lamento mesmo, mas hoje não estou disposto para um churrasco. Muito menos para futebol.

– Como pode? Então venha pela cerveja! Qual é, se nunca nega uma cerveja!

– Hoje não. Vou ficar em casa mesmo.

– Você é um viado mesmo…

– Beijo para ti e para os outros marmanjos…



Desligo. Não é todo dia que tenho um convite desses. Churrasco, futebol e cerveja, tudo em um dia só. Mas infelizmente hoje não posso.

Infelizmente?

Não, devo dizer felizmente.

Coloco meu celular na mesinha da sala. Ao lado do celular dela, de capinha rosa. Um celular estrategicamente desligado.

Olho para o sofá. Meu pênis endurece instantaneamente. Não poderia ser diferente. Em cima do sofá, está ela. Linda, maravilhosa. O cabelo moreno e volumoso caindo pelos ombros. Curvas invejáveis, cinturinha fina e quadril largo, um verdadeiro violão. Usa um vestidinho justo, de meninas tímidas e puras, daquelas que a gente quer corromper.

Junto com o vestido listradinho ela usa sapatos de salto alto. Cara, como eu gosto de mulheres com salto alto. Vejo os dois pés juntinhos, em cima do sofá, querendo tocar o chão e caminhar.

Mas eles não podem.

Logo acima dos sapatos, mantendo seus dois tornozelos bem juntinhos, está um laço preto, fininho e delicado, mas o suficiente para mantê-la paralisada. Logo acima, na altura das coxas, outra corda ata suas pernas. Outro laço mantém seus braços presos junto ao corpo, e como o toque final, um laço preto na boca, mantendo-a quieta e imobilizada.

post-4

Honestamente, você trocaria isso por um churrasco?

Passo minha mão suavemente por seu corpo. Que pele macia, que carne macia! Ela geme de leve, seus olhinhos me encaram com suplicas.

Retiro meu instrumento da calça. Ereto, a ponto de explodir.

Aquele pedaço de carne macia é meu, para eu fazer o que eu quiser.

E ela só pode ver, sentir e gemer.

De medo, de dor ou de prazer.

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Category: contos