Já era o terceiro dia que Karen estava naquela situação.
Continuava amarrada no quarto, podendo ver apenas a vista para o lago, cercada por árvores.
De pente a porta se abre. E aquele homem, que a vida inteira fora seu subordinado, entra no quarto. Mais uma vez, sem falar nada, tira sua mordaça e começa a alimentá-la na boca.
– Por favor, não aguento mais!
Mas ele não diz nada. Fica quieto, olhando para a parede. A colher com comida fica na frente de Karen. Ela derrama uma lágrima, e engole.



Outra colher é enchida. Karen come, está com fome. E em pouco tempo o prato acaba. Ela não pode fazer muita coisa, está com as mãos amarradas acima da cabeça, em um pé da cama. Seus tornozelos estão amarrados logo abaixo, deixando-a ajoelhada. Está só com a parte de baixo da lingerie e com a cinta liga.
Assim que acaba, seu funcionário traz uma escova de dentes.
– Por favor, eu sei escovar. Pode me libertar?
Ele continua em silêncio. Ela sabe que não adianta argumentar. Abre a boca e deixa o homem escovar, com muito cuidado.
Enquanto isso ela se recorda. Mudou para uma casa nova, na beira do lago. É uma mulher eficiente, diretora de uma grande empresa. A casa é nova, não instalou ainda telefone, internet e nem contratou faxineira. Não teve chance.
Assim que a mudança acabou, percebeu que havia um homem dentro de sua casa. Reconheceu como um funcionário da empresa, alguém que ela cruza no corredor de vez em quando, mas que não sabe seu nome.
Ele não disse nada. Apenas a amarrou, e desde então estes foram seus momentos. Cada hora amarrada de um jeito, e sendo alimentada e tendo seus dentes escovados.
E sabe o que vai acontecer em seguida.
O homem, após limpar sua boca, tira seu pênis para fora.
Karen fecha os olhos.
– O que você quer?
Ele continua em silêncio. Tem sido sempre assim.
– O que você quer, seu monstro? Fala!
Silêncio.
Karen junta todo o seu apego por sua vida, e acaba se rendendo:
– Você quer que eu chupe seu pau, é isso?
Silêncio.
– É isso? Se eu chupar você vai embora?
Silêncio.
Ela abre os olhos, respira fundo e abre a boca. O homem enfia seu pau duro na sua boca. Karen começa a chupar, enfiando e soltando, vagarosamente. Encara o rosto do homem. Não há reação. Apenas seu pau parece ter vida.
Ela continua chupando. Chupa mais, chupa com nojo. Desde a adolescência não sabe o que é enfiar um pau na boca.
Tenta se lembrar.

post 147

Fecha os olhos e chupa. Lembra de como gostou de ver seu namoradinho gozando, e começa a massagear o pau com sua língua. Dentro, fora, dentro, fora.
Finalmente, o homem solta um gemido.
É o primeiro som que ele emite desde que entrou na casa.
Karen aumenta a frequência.
Chupa.
Chupa.
Chupa.
Chupa com força, intensamente. Dentro, fora, dentro, fora.
Os gemidos aumentam.
Chupa.
Dentro.
Mais gemidos.
Então, um urro.
Karen solta o pau, e antes de qualquer reação tem seu rosto coberto de esperma.
Por alguns segundos, os dois ficam parados. Apenas o esperma vai descendo e escorrendo por seu rosto, e dali algumas goras caem em seu corpo.
Juntando o que resta de seu orgulho e dignidade, ela diz:
– Pronto. Estou livre agora?
Silêncio.
– Eu chupei! Por favor!
O homem guarda seu instrumento, e dá dois tapinhas de leve no rosto de Karen. Ela começa a chorar.
O homem recoloca a mordaça em Karen, sem se preocupar em limpar seu esperma no rosto dela.
E ali ela fica.

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